terça-feira, 24 de abril de 2012

QUER FILHO! QUER MÃE!

Eu os vou contar
Os contar eu vou
Um drama que ouvir
Que alguém me contou

De uma podre mãe
Que sofreu grande terror
Desde que perdeu os filhos
Desde que o pai os tomou

Homem sem coração
Homem desalmado
Tirou o direito da mãe
Ter os filhos dos eu lado

Achou melhor toma-los
Por maldade, e ignorância
Do que deixar a mãe
Ser feliz com suas crianças.

Mesmo sabendo o que ela passou
Para os filhos vim a nascer
Ele preferiu toma-los dela
A impedindo de os ver crescer

Sem pensar nas consequências
Aquele homem sem coração
Arrancou filhos da mãe
Afundando-a na solidão

Não levou em conta
Que ela foi bem-aventurada
Que foi do ventre dela
Que as crianças foram geradas

Em seu ventre foram geradas
Em seu ventre se formou
Do seu ventre eles saíram
E dos seus braços ele os tirou

Não há tristeza maior
Do que a da separação
De uma mãe e seus filhos
Nada se iguala não

O coração chega a sangrar
Com as punhaladas da saudade
Separar mãe dos seus filhos
Vai muito além de só maldade

Não se briga por quem está acolhido
Briga-se por quem está abandonado
Há tantas crianças sem um lar
Esperando serem adotados

Há mãe jogando filhos fora
Mesmo ainda recém-nascidos
E elas crescem em orfanatos
E até mesmo em abrigos

Já as que têm as suas mães
Todos querem os tirar
Já não ajudam em nada
E ainda querem atrapalhar

Do seio das suas mães
Eles tiram sem pensar
Em tamanha maldade
Que estão a praticar

Nas futuras consequências
Que podem ocorrer
Nas suas juventudes
Quando o filho “crescer”

Amor de mãe não tem preço
E não tem substituição
Realmente amor de mãe
Não tem comparação...

Que Deus tenha piedade
E se apresse em os socorrer
E que essa terrível situação
Venha a se reverter

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