Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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domingo, 13 de setembro de 2015

MINHA INFÂNCIA - A LUZ IMPROVISADA

Nesse mundo de meu Deus
Já passei dificuldade
Lembro que lá no sertão
Eu vivi desigualdade


Tinha que atravessar
A pé, toda a Cidade!
E luz elétrica era só
Para os do meio na sociedade


No bairro que eu morava
Energia? Tinha não!
Era luz de candeeiro
E quem podia, de lampião


Minha mãe, mulher esforçada
Fazia o próprio candeeiro
Com algodão fazia o pavio
Pra economizar dinheiro


O candeeiro ou lamparina
Era a base de querosene
Um óleo bem fedido
Que pra mosquito é veneno


Todos tinham que dormir
Até às vinte horas
Por isso nossa janta
Era às dezoito, sem demora


Para quem estudava a noite
Era aquele sofrimento
Tinha que ir pra escola a pé
Ou no lombo de um jumento


A iluminação da escola
Era a luz de lampião
Daquele que acendia
Com um pequeno botijão


Só tinha poste de energia
No centro e ruas principais
E os bairros mais afastados
Tratavam como zonas rurais


O pobres na verdade
Só eram lembrados
Se não pagassem os seus impostos
Pois seus imóveis eram tomados


Meu pai alugava casa
Muitas vezes bem ajeitada
Mais não tinha água encanada
Ou a energia era cortada


Mas quando dava sorte
Conseguia casa boa
Em uma rua iluminada
Com a energia instalada


Imagina uma mamãe
Que enbalando o seu filhinho
Em plena escuridão
Com a luz de um candeeirinho


Correndo um tremendo risco
De um incêndio acontecer
Quando ela estava dormindo
Ser poder se defender


Olha só! Infelizmente
Essa é uma realidade
Ainda hoje tem famílias
Que vive isso de verdade!


Enfim agora são bons tempos
A vida um pouco melhorou
Agora tem luz para todos
Só o salário não aumentou


Por causa da tal inflação
Os maus tempos estão voltando
O povo contas altas não tá pagando
E a energia estão cortando


O que precisamos mesmo
É da sonhada igualdade
Ter condições financeira
Prã morar em qualquer Cidade


Precisamos de saúde
Saneamento e educação
Escolher como dormir!
Com a luz! Acesa ou não.

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