Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

MINHA INFÂNCIA - O TERROR DAS FORMIGAS


Quando eu era criança
Só pensava em brincar
Com tudo o que eu achava
Sem nem ao menos pensar
É ruim ou é bom?
O que importava era a diversão
Porque quando se é criança
Não se tem preocupação
A pobreza e a inocência
Me fazia valorizar
Tudo o que eu tinha
E o que eu conquistava
Pois quanto mais simples fosse
Mais eu valorizava


Eu seguia as formigas
Até chegar ao formigueiro
As jogavam dentro d'água
Para ver o desespero
Também trocava as suas cargas
Para muito mais elas trabalhar
Substituindo as folhas pequenas
Pondo uma grande no lugar
Enquanto elas as carregavam
Só para vê-las se esforçar
Para tristeza da mamãe
Que ficava a lástimar
Pelas plantas do quintal
Que só talos via ficar
Pois as formigas à noite toda
As ficava cortando
E quando o dia amanhecia
Ainda estavam carregando


Eu catava tanajuras
E fritava de montão
Com farinha de mandioca
Fazia aquele farofão
Para comer com meus amigos
Debaixo do pé de limão
Fazia isso sem maldade
Inocente e sem malícia
Simplesmente nós comíamos
Porque era uma delícia
As formigas agradecem
Por eu não ser mais... uma criança
O terror do formigueiro!!!
Ficou só nas minhas lembranças
Pois eu cresci...

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