Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O PERIGO ESTÁ ONDE NÃO SE ESPERA


Num casarão de uma fazenda
Vivia um rato muito inteligente
Que todos os dias
Saía em busca de alimentos
Que garantia a seu sustento
Um dia, durante a sua continua...
Procura por comida
Ele viu, o fazendeiro chegar
E para a esposa um pacote entregar
E animado logo pensou:
Que tipo de queijo dessa vez ele comprou?
Mas, ao descobrir que era ratoeiras
Ficou aterrorizado e saiu na carreira
Com um medo danado
Ficou até  pálido de tão assustado!
E assim pecorreu por todo o quintal
Alertando a todo animal
Para que tomasse muito cuidado
Pois tinha perigo por todos os lados:


- Alerta... alerta...
Há ratoeiras no casarão
Ratoeira para todo lado
Ratoeiras no casarão!!!


Vendo aquele alvoroço a galinha falou:
- Desculpe-me Sr Rato
Mas ratoeiras no casarão
Não me prejudica em nada
Não tem um porque
Eu me incomodar
Porque o meu poleiro
Fica aqui e não lá...


E rato foi até o porco:
- Há ratoeiras no casarão, ratoeiras!
- Desculpe-me Sr Rato
Mas não há nada que eu possa
Pelo senhor fazer, à não ser lamentar
Moro no chiqueiro e aqui estou seguro
Mas fique tranqüilo
Que sempre será lembrado
Por ser tão atencioso
Amigo devotado


Então o rato dirigiu-se à vaca no curral:
- Há ratoeiras no casarão:
• O que?
• Ratoeiras?
• Por acaso estou em perigo?
• Sou rato?
• Ou vivo no casarão?
• Acho que não!
- Disse à vaca com ar de superioridade.


Então o Sr rato
Completamente desnorteado
Voltou para o casarão
Para o seu destino encarar!


Na noite do dia seguinte...
Ouviu-se um grande barulhão
Vindo da cozinha
Uma tremenda confusão
A mulher do fazendeiro
Desatenta levantou
E foi logo ver o que a ratoeira capturou
E no escuro ela não viu
O que tinha acontecido
O rato passou perto da ratoeira e se assustou!
Com uma cobra que tentando le engolir o atacou
Em meio a tentativa de fuga desesperada do Sr rato
A mulher do fazendeiro foi quem pagou o pato.
Pois a cobra agitada acabou le picando
Pois para todos os lados bote ela estava dando.


O fazendeiro imediatamente
A levou para o hospital
Com muita dor e febre
Ela passava muito mal
Ela foi atendida, medicada e melhorou
Teve alta no outro dia
E a para casa retornou...
Mas, ao chegar em casa
Uma forte febre li pegou
A deixou debilitada
Pois ela não comia nada
E todo mundo sabe
Que para alimentar
Uma pessoa com febre
Nada melhor para comer
Do que uma canja de galinha
Muito bem temperada
Então o fazendeiro
A sua faca pegou...
Primeiro amolou!!!
E foi providenciar
O ingrediente principal
Para a canja preparar


Como a doença da mulher só piorava
Os amigos e vizinhos foram vê-la como estava
E para alimentá-los
O fazendeiro o porco matou.
Os dias se passaram
A mulher não melhorou
E acabou morrendo...
Muita gente solidária foi ao funeral
Prestar condolências a família da mulher
Daí o fazendeiro a vaca sacrificou
Para alimentar todo aquele povo


Sem sua amada mulher
O fazendeiro continuou
Em seu casarão
Chorando a perda do seu amor
E lamentando a sua dor
Com o Sr Rato de equilino
Cumprindo o seu destino
E tocando a sua vida
Rondando o casarão
Procurando por comida.
Já a fazenda
Com a morte dos animais
Também ficou de luto e desorientados
Inconformados por aquele alerta
Não terem acatado.

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