Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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terça-feira, 26 de abril de 2016

O CAPUZ DO MEDO

Na fase uma tristeza
Para te desanimar
O desânimo é tão grande
Que você quer chorar

Você quer parar tudo
Não quer mais caminhar
Fala: "Não vale a pena!"
Não quer continuar

Um medo invisível
Te deixa sem chão
Medo disfarçado
Em meio a escuridão

Você não tem força
Sem ânimo algum
Se sente sem rumo
Em lugar nenhum

O capuz do medo
Encobre você
E a felicidade
Te procura e não ver

Um tremendo vazio
Um desânimo sem fim
Em que nada está bom
Tudo está ruim

Longe, distante...
Num deserto sem fim
Não quer ver ninguém
Acha não existir

É tanta negatividade
Sensação de saudade
Sensação de desprezo
Que a mente invade

Somente sombras
Sombras e nada mais
Se acaba a alegria
A esperança e a paz

Assim é a vida
Te quem vive a deprê
Se sente sozinho
Sem ninguém com você

Acha que ninguém te ama
Ninguém gosta de você
Que se falar com alguém
Ninguém vai te compreender

O capuz da indiferença
Algo fora do normal
Coisa que ninguém deseja
Acessório baixo astral

Totalmente camuflado
Com o capuz do desgosto
Uma sombra humana
Sem origem e sem rosto

Só tirando o capuz
Para poder recomeçar
Preenchendo o vazio
E novo sentido a vida dar.

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