Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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quarta-feira, 15 de junho de 2016

MARCAS DO TEMPO

O tempo passou
O que foi já era
Mas o que será
O futuro dirá

A marca do tempo
No rosto estampado
E o sofrimento
Simplesmente tatuado

Não sai, não muda
Não tem como desfazer
Marcas são marcas
Não tem como esconder

Pessoas com o tempo
Elas só envelhecem
Hoje são pequenas
E amanhã já crescem

Os dias passam
E tornam renovar
Só que o mundo velho
Vai continuar

As pessoas se pintam
Para bonitas ficar
Só que da velhice
Não podem escapar

Uma hora não tem jeito
Uma hora chega o fim
Tem a hora do acerto
Não adianta achar ruim

Uma hora com alegria
Ou até mesmo com dor
Acaba a juventude
Do Jardim se murcha a flor

Assim é a beleza
Algo triste mas divino
Homem ou mulher
Tem o mesmo destino

Nascer..., crescer...
Adulto se tornar
Com o tempo envelhecer
E na vida encalhar

Na real ninguém é eterno
Hoje forte e novo é
Mas amanhã fraco e velho
Mal consegue ficar de pé

É notória as marcar
Ao longo da vida deixada
E o pior de tudo isso
É que não se pode fazer nada

O que se tem a fazer é viver
A vida, muito bem aproveitar
Isso quando se é novo
Para na velhice não reclamar

Quem tem marca tem história
Quem tem história viveu
Se não sofreu ou não tem marcas
Ainda é novo ou já morreu.

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