Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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sábado, 3 de dezembro de 2016

SOLITÁRIA DOR QUE DÓI

Uma dor que dói
Dói e dói constante
Dor essa que não passa
Nem nesmo um instante

As vezes dói direto
E começa a aliviar
Mas só que de repente
Ela volta a torturar

A dor do despreso
A dor da solidão
Isso tudo é dor de adeus
Pois lhe faz perder o chão

Quanto o coração chora
Quando o peito dói
Quando bate a saudade
O seu ânimo se destrói

É uma dor angustiante
As vezes relevante
As vezes insuportável
Uma dor muito intigrante

Uma dor que deixa um ser
Sofrendo a penar
Gemendo e chorando
Sem poder se consolar

Uma dor mais que doída
Uma dor muito ruim
Dor que joga uma pessoa
Num poço fundo, sem fim

Dor que quando doída
Não dá para explicar
É uma ferida aberta
Difícil de cicatrizar

Dor que você sente
Ou talvez nunca sentiu
Uma dor que quando passa
Sempre deixa um vazio

Algo muito doido
Do tipo que joga no chão
Dor essa que até pode
Destruir o coração

Algo mais que desmedido
E que cresce a cada instante
A dor vinda do adeus
Não é nada interessante

A saudade nunca pasa
E quando acha que passou
A encontra lá à diante...
Com ainda mais furor

Peso demarcado
É o peso da despedida
O peso do adeus
Pode destruir uma vida

O peso do adeus
Com ou sem razão
É realmente sentido
Quando bate a solidão

A tristeza pesa
De maneira constante
A solidão é doída
O seu peso é gigante

Uma dor solitária
É a dor da saudade
Do vazio ou da triste
Dor que simplesmente invade

A dor do adeus
Dor essa avassaladora
Dor que corta igual navalha
E picota igual tesoura

Solitária dor que dói
Tortuante dor sem fim
Dor que tento disfarçar
Mas que dói dentro de mim

Tendo ou não razão
Não me torture mais
Adeus dor do adeus
Minha alma pede paz.

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